segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Beatles'69 Vol. 03 Abbey Road Revisited




sábado, 19 de setembro de 2009

Pouca vogal, muita imagem

As fotos abaixo foram produzidas por Eurico Salis, o responsável por alguns ensaios bastante marcantes do inicio da carreira dos Engenheiros do Hawaii e que também já fotografou o Cidadão Quem. Foram publicadas essa semana em primeira mão no Bloger Lerina e farão parte do encarte do CD/DVD/BLUE-RAY do Pouca Vogal.






domingo, 13 de setembro de 2009

Twitando e blogando e seguindo a canção...

Acabei de twittar que sou tão ruim de palpites que posso acertar as 6 dezenas da mega sena a qualquer momento, haja vista que na grande maioria das vezes os ganhadores dizem que nunca se deram bem nem em rifa de Ovo de Páscoa. Tudo bem, eu não tenho embasamento estatístico pra fundamentar nenhuma das teorias bobocas que relato agora nesta pretenciosa integração twitter-blog, mas acho que a minha relação com a mega sena está virando doença. Outro dia eu estava em Maria da Fé, uma simpática cidadezinha ao sul de MG onde residem alguns queridos parentes (Eu sei que a palavra querido e parente não combinam, mas esse caso é excessão) e passei em frente a uma casa lotérica, onde fui incorporado por um picareta matemático de quinta categoria e em fração de segundos realizei exercícios de lógica (sem lógica), inconsistentes calculos de probabilidades e decidi que eu deveria jogar porque os prêmios costumam sair pra essas cidades pequenas que ninguém conhece e que parecem nem estar no mapa, e não é que saiu...para um bolão dos funcionários de uma loja do Shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul da capital do Rio de Janeiro.
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Momento espírito de porco: tudo bem, eu nem queria ganhar mesmo, além do mais, deve ser um saco ganhar 30 milhões e ter que dividir com 40 pessoas, não dá nem 1 milhão por pessoa...

WMP: Ainda é Só o Começo - Gabriel, O Pensador

domingo, 6 de setembro de 2009

Chico Buarque - Compactos (MP3)


1970 - Apesar de Você - Compacto.zip

1977 - Cio da Terra - Compacto.rar

Chico Buarque - Projetos (MP3)


1972 - Quando o Carnaval Chegar.rar

1977 - Os Saltimbancos.rar

1977 - Gota d'água.rar

1979 - Ópera do Malandro - A Peça.rar

1981 - Saltimbancos Trapalhões.rar

1983 - Para Viver um Grande Amor.rar

1983 - O Grande Circo Místico.rar

1985 - O Corsário do Rei.rar

1985 - Ópera do Malandro - O Filme.rar

1985 - Malandro.rar

1988 - Dança da meia Lua.rar

1997 - Terra.rar

2001 - Cambaio.rar

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DATAS & NOMES

"MORREU: o psicólogo Timothy Leary, guru da cultura hippie e apologista das drogas alucinógenas. Em 1963, foi expulso da Universidade de Harvard por fazer experiências e estudar os efeitos do LSD em alunos. Em 1970, foi condenado a cumprir pena de dez anos por portar dois cigarros de maconha, mas fugiu da prisão. Maníaco por computadores, Leary sofria de câncer na próstata desde o ano passado. Planejava cometer suicídio e transmiti-lo ao vivo pela Internet, na qual mantinha uma página com o relatório semanal de seu estado de saúde. Seu projeto maluco não se concretizou. Ele morreu em sua cama, cercado de amigos e parentes. Sua última frase foi “Por que não?” O momento de sua morte foi gravado por câmeras de vídeo para ser mostrado na Internet. Dia 31, aos 75 anos, de câncer generalizado, em Los Angeles."
5 de Junho de 1996
O advento recente da Veja on line me fez resgatar essa noticia que eu li na sessão Datas quando ainda tinha meus tenros 18 anos. Essa notinha de algumas parcas linhas me fez entender o que é contra-cultura e Timothy Leary me impressionou pra sempre.

domingo, 23 de agosto de 2009

Twitteiros from Hawaii, follow me:


https://twitter.com/davienghaw

sábado, 15 de agosto de 2009

Com a cabeça no lugar

Agosto realmente é um mês de cães danados e, pelo menos lá no trabalho, parece que, ao contrário da corinthiana, a crise financeira mundial está querendo abreviar sua passagem pelo setor de transportes, o tempo do ócio se foi e a necessidade de rebolar pra reduzir custos sem precisar demitir pessoal pelo menos por enquanto ficou em segundo plano, o foco das nossas angústias voltou a ser atender os clientes de forma rápida e eficiente como todo bom operador logístico deve fazer, mas nem sempre é fácil como escrever essas parcas linhas, essa semana mesmo o volume de trabalho foi tão grande que, embora nessas horas seja necessário manter a cabeça no lugar, precisei vestir meu colete de desvirtudes e descer ao baixio das bestas para explicar ao representante mimado de um cliente, como se ele tivesse oito anos de idade, que uma empresa de transportes não é uma pastelaria, que não podemos receber uma solicitação e atendê-la em 3 minutos conforme ele queria, pois nossos veículos estavam todos à serviço da programação do dia realizada com pelo menos 24 horas de antecedência e, infelizmente, não seria possível atendê-lo, pois ainda não detemos a licença de uso da telecinésia.

Claro que uma jornada de trabalho numa empresa de transportes representa uma sucessão de reviravoltas que vão se metamorfoseando ao longo do dia e, graças a essa rotina e ao filho da puta que inventou que o cliente tem sempre razão, pudemos realizar alguns ajustes: cancelamos uma operação menos urgente aqui, desviamos uma rota ali, sacrificamos o horário de almoço de um motorista acolá e conseguimos realizar o serviço que nos foi solicitado em cima da hora. Operamos um milagre logístico porque somos bons no que fazemos, sujamos as mãos, enfiamos os pés na lama, não fugimos da responsabilidade, mas o mala sem alça ainda considerava inadmissível que não possuíssemos um ou dois veículos em stand-by para apagar os incêndios provocados pelos clientes.

O que ele esperava era que seguíssemos um modelo logístico utópico, de primeiro mundo, europeu, provavelmente alemão ou holandês, daqueles que aprendemos na faculdade e desaprendemos na prática, o que é inalcançável dentro de um contexto terceiro-mundista e de uma infra-estrutura capenga e corrupta como a que temos no Brasil. Melhor encurtar a conversa e encerrar por aqui, este texto está ficando didático demais.



WMP: Fernando Pessoa Blues - Velhas Virgens

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Saiba que eu tenho approach

Eu, robocoptico paulistano convicto e desprovido de ginga, ziriguidum e balacobaco, olhando de fora, estrangeiro como na canção dos Engenheiros, americano como na do Caetano, mas não nela toda, sempre tive a sensação bairrista e com o pote até aqui de preconceitos de que jamais me adaptaria ao estilo de vida preguiçoso, desbundado e bagaceiro do carioca, mas quando migrei de mala, cuia, discos e livros e fixei residência na cidade maravilhosa e me vi inserido num contexto de belas paisagens e verão latente aliados a alegria contagiante dos locais, minha hipocrisia leonina do terceiro decanato, em quase 5 minutos, desfez todas as imagens prejulgadas que eu havia criado e, graças a minha origem nobre, digo, paulistana, me tornei um carioca melhorado totalmente integrado às belezas e delicias que esta cidade proporciona e que os locais parecem não saber aproveitar.



Por falar em ótica estrangeira, acabei de ler Duas Águas, Duas Novelas, o romance experimental quase didático com sotaque gaúcho de Luís Augusto Fischer, para o qual Humberto Gessinger escreveu a orelha, e me impressionou a dualidade atingida em duas belas e curiosas histórias. Independentes e carregadas de deliberada antinomia na forma como foram escritas, a pseudo-machadiana Na feira, às 4 da tarde, retrata um triângulo amoroso que envolve uma guria morta e utiliza a Porto Alegre da tradicional Feira do Livro como cenário para um relato sem firulas de uma trama leve (mesmo com o ingrediente nefasto), dinâmica e linear. Ao passo que Mundo Colono, a segunda água, é denso, obscuro, melancólico e psicografado pela memória da infância de um homem que reconstrói suas lembranças da tenra idade em forma de pintura. Ambas são opostas, uma é urbana, a outra, campestre, uma é explicita e a outra, mistério, mas se completam, como Gil & Caetano-Câncer & Leão-Lua & Sol-Água & Fogo, como se uma fosse o apêndice astrológico e não pudesse existir sem a outra. Boa Leitura.

WMV: Lugar Nenhum - Titãs

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Súplica Cearense

A canção súplica cearense traduz o lamento do sertanejo que se vê em saias justas com Deus. Luiz Gonzaga e Fagner carregam de emoção um canto neo barroco quase excêntrico e contraditório, mas humilde na simplicidade do povo nordestino. Vale à pena conferir esta que é a melhor versão desta canção, escrita por Gordurinha, também conhecido pelas parcerias com Jackson do Pandeiro, & Nelinho, de quem eu não encontrei nenhuma referência, mas que teve um homônimo nos anos 70 e 80 que jogou nos rivais Cruzeiro e Atlético Mineiro e colocava duas curvas na bola durante as cobranças de falta e chutes de longa distância, mas isso não vem ao caso agora. Há versões dessa canção nas vozes de Vanuza, aquela das manhãs de setembro, e mais recentemente do Rappa.



Clique AQUI e faça o download da canção Suplica Cearense.

Súplica Cearense
(Luiz Gonzaga & Fagner)
Autores:(Gordurinha & Nelinho)


Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará